segunda-feira, 26 de julho de 2010

Anotações gerais sobre os vivos.

Em geral se preocupam com coisas triviais, são deveras muito irritaveis, e têm sangue quente, em ambos os sentidos.
Algumas amostras demonstram perceber o mundo de uma maneira a qual usava sentir. Talvez seja isso, eles ainda sente, eu, não sei. Sou um poço de memórias, me apego aos meus antigos desejos para continuar pensando que sinto, mas se sinto ou não, não é este o meu assunto. Estou registrando porque hoje me ocorreu algo bastante interessante, eles mentiram para mim.
Ao invez da usual resistencia, dos gritos e das brigas com os meus servos, eles logo se abaixaram e permitiram que eles se aproximassem. Essa mudança me impressionou, por quê? Quando percebi um deles havia conseguido remover uma das barras da cela, e a usou para atingir a cabeça de um dos meus servos. Ah! Que genialidade! Finalmente! Mal podia esperar. Tão acostumados a me obedecer já haviam se esquecido dessa capacidade de inovar. E é aí que mais preciso deles. Preciso de um deles que colabore, mas ao mesmo tempo se mantenha vivaz, se mantenha como eles devem estar, vivos. Os vivos que já estão mortos não me interessam, não criam, não são interessantes.
Ah! A estaticidade da não-vida nos torna apaticos, não há idéias para criar, porque pouquissimas são as minhas inquietações. E eu tenho, definitivamente, muito tempo. Até onde sei, todo o tempo. Esse vício correu minha antiga veia de um estudioso do Arcano dedicado que usava ser. Passei a me desfrutar observando com uma amplitude de sentidos muito grande que não experimentava na minha condição mortal, porém, nada nasce nesse solo putrido, assim como nenhuma idéia nova, nenhum sentimento novo, nada novo nasce em mim. Efetivamente, sou algo que atravessou o tempo, uma memória que remanesce e se recusa a deixar de existir, porém, sua existencia, minha, se tornou tão... vazia, que é necessário buscar sorver todo sentido possivel, e portanto, observar, e portanto, lembrar. E assim, evitar me tornar apenas uma morte que anda.
Quando estes amadurecerem vou leva-los ao laboratório, explicar-lhes detalhe adamente, dar-lhes acesso ao meu vasto conhecimento. E aí uma unica coisa que percebo, uma memoria gritante talvez? Mas meu fascinio antigo pode ser levemente saboreado quando os vejo tentar, criar, pensar.
Oh! Que belo, queria ser capaz de me sentir empolgado com todas essas coisas, mas cinco séculos a fazer as mesmas buscas já me tiraram o prazer desta memória.

Ah, que fim! Onde ele estará?

segunda-feira, 22 de março de 2010

Páginas jogadas ao chão.

"Para que o que fica na memória não seja apagado pelo tempo.


Eu cresci na região conhecida como Artol, no sul de Artória, sobre as sombras das grandes Cordilheiras dos Picos Nevados. Cresci ao pé de lareias aquecidas, chalés baixos, ouvindo as histórias de meu avô, sobre os gigantes azuis das montanhas, sobre os fantasmas da neve, sobre a guerra dos Anões que lá viviam. Eu fui levado ao grande centro da civilizaçao, Damaria, o coração do Império , e tive tantos quantos tutores puderes imaginar, filho de um Duque Damariano, criado em solo do norte na casa dos avôs pela infância, eu encarava um destino que nunca esperara para mim - me tornar um aristocrata da alta elite Damariana, cuidar das terras de meu pai, honrar a família. Conheci quando tinha dezesseis anos e ela quinze, lembro-me que achei estranho conhecer tão velha minha irmã, nos entendiamos, ela carregava certa mágoa de mim, mas eu sabia que me amava - como irmão e quicá como mais e eu também.
Aos vinte cinco, meu pai morrera, eu assumi os negocios da família e ela , , retornara. Ela fora mandada ao Sul por meu pai, porque ele havia percebido o que se passava entre nós, procurando esconder a vergonha, e as consequências que poderia arrumar para a família, ele a mandou para uma renomada escola ao sul, para que fosse educada e volta-se com letras. Quanto a mim ele armou um casamento com a filha mais nova de um amigo próximo, selando assim uma aliança poderosa entre duas famílias de guerreiros. L'aiçon e Dussefere.
Eu odiava essa falsa-esposa, este falso-amor. Queria por tudo que se fosse, mas não havia em mim coragem. Meus sonhos infantis, das montanhas e histórias de meu avô eram uma lembrança distante do frio do Norte e meu amor, despedaçado , retornara do Sul para o funeral de meu pai, casada.

Me tornei um senhor da Guerra como fora meu pai. Estravazei sobre os inimgos do Imperador, e do Império o ódio que poderia dispensar a minha própria vida.
Fiz inimigos. Atormentei a vida dos que gozaram do amor verdadeiro, dos que se colocaram como puros, como justos e nobres.
Não há nada de nobre nessa vida, e além dela, que não possa ser corrompido.

Anos de Guerra concluiram o que eu tinha ido buscar. Em meu tormento eterno, matei.
Irmã, sobrinhos, minha mulher e filhos. E condenei o marido de minha irmã a danação ainda pior - o mantive longe, o confundi, lhe dei inimigos, o fiz matar por mim e no final, lhe contei a verdade - matei seu coração e sua mente, sem tirar-lhe uma gota de sangue.


Morri. Traído. Odiado. Sozinho. Amaldiçoado.

Morri este ano, este primeiro ano de minha morte.
E escrevo para não me esquecer de quem fui, atormentado meu passado que seja.
Hoje, meu presente é pior.

Já não sinto.
Tudo o que posso é recorrer as minhas memórias."


D.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Da Terra ao Mar...

E então embainhou a espada, virou-se, foi embora.
Havia cometido erros outrora, mas nenhuma das consequências seria tão terrivel quanto aquela.
Cavaleiro jamais seria, armadura brilhante não possuia, e seu passado estava manchado de sangue, tanto quanto de todos Cavaleiros que veio a conhecer mesmo não sendo um.
Não voltaria no passado para se retratar ao que fez, sabia que já havia passado, sabia que não fizera o que fizera pela vontade de prejudicar alguem, pelo mal em si, o fez, a principio porque fora recrutado, depois porque via sentido.
Faria novamente se fosse necessário. Essas foram as palavras que dirigiu ao Juiz e o colocaram no hall dos mais procurados do Reino.

Exilado da capital, perseguido por antigos inimigos e abutres, quase morreu para sair do reino. Emboscado num desfiladeiro, caiu. Pensou ser ali seu fim, seus inimigos também.
Mas vá caçar entender-se com os Deuses. Vivo, porém muito ferido, foi encontrado no pé do desfiladeiro, seu corpo quase completamente enterrado. Pescadores de uma pequena vila litorânea o encontraram.

Ele livrou-se de sua antiga identidade. Quando os pescadores o questionaram, mentiu, dizia que não se lembrava, em pouco tempo foi aceito na vila.

Certo dia, ela foi atacada por piratas, os pescadores se defenderam,ele se destacou entre eles.
Assim, a serem derrotados, Arius, Capitão do Vellerena, surpreendido o ofecereu a chance de se tornar um, em troca deixaria sua vila em paz. Muitos homens haviam morrido naquele inverno, e Arius precisava de homens com urgência, e sabia também que o Imperio logo estaria ali.
Assim, algums pescadores passaram a integrar a tripulação, foi assim que o guerreiro foi ao mar, e um homem dele se tornou.

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Perseguição.


"Já não sei quanto tempo estou viajando, com todas as minhas forças resisti para não assassinar os companheiros que me perseguiram na floresta, mas já é tarde demais, seus corpos jazem na beira do riacho onde me encontraram, todos mortos. Creio ter algum tempo até a próxima lua cheia, estou na trilha de Lucius Wolfbren, a criatura que me mordeu, eu vi seu rosto durante as primeiras noites, preciso encontra-lo, há dias farejo por seu rastro, não pode estar tão longe."



"Estou a alguns dias na cidade, nada de Lucius. Faltam ainda alguns dias até a lua, já encontrei um lugar para me isolar por este período, minha maior dificuldade é o apetite pela carne crua, sinto-me doente, impelido a me alimentar, nada sacia esta fome."


"Segui suas pistas, apesar das dificuldades que tenho, continuo tão astuto e um pouco mais rápido que antigamente, ele matou uma familia de fazendeiros, no norte, e deixou um rastro de morte que o evidenciava - aos poucos , me aproximo de seu lar"


"Longa conversa com Lucius, luta limpa, rápida. O homem contou me sobre a Licantropia, doença que causa a transformação nesse hibrido selvagem de lobo e homem que me tornei, me disse que preciso matar a origem e que mata-lo não fechava o ciclo, ele, como eu, era apenas mais uma vitima, e minhas mãos agora já estavam manchadas com o sangue de um homem que perdeu sua vida para o infortunio, e seu infortunio final foi a lâmina de minha espada. Senti pena, e medo também, é uma questão de conseguir me ver nele. Seu profundo desespero, suas frases desconexas, sua humanidade que se perdia, frente ao horror de ter se alimentado de sua própria familia, frente ao horror de ser o assassino daqueles que amou, e tremenda solidão a que se impôs. Já não sei dizer quem sou eu, e quem é ele. Sigo, para o norte, procurar pelo "lobo cinzento", Lucius disse que ele é a origem, um enorme licantropo cinzento."



- Fragmentos, Diário de Viagens de Johannes

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Johannes - A Maldição.

E os gritos que misturavam dor e fúria ecoavam por todo monastério.
O jovem acólito Johannes havia chegado ferido, trazido por seu companheiro, Arion, há algumas noites, e ainda inconsciente, gritava e urrava de dor por noites e mais noites.
Até aquela noite...

Arion seguia pelo corredor, quando percebeu que tudo estava por silencioso demais, era tarde da noite, a luz da lua entrava por entre as janelas da parede Oeste do Monastério e iluminava fracamente as pedras claras da parede e o tapete no chão, delineava levemente o rosto preocupado do jovem Arion, com trajes outros e sem armadura e com sua espada em punho.
Caminhou devagar pelos corredores, procurando adentrar o quarto onde seu amigo estava sendo tratado. Entrou pelo quarto, que não possuia iluminação, isolado, seu companheir havia sido amarrado a cama por motivo de precaução e não estava mais lá, apenas as amarras cortadas, e Arion percebeu uma forma caída ao chão, era um dos sacerdotes, inconsciente.
Arion apressou o passo pelo corredor, seguindo mais a seus instintos do que qualquer direção racional, chegou até o pé da torre norte, e lá viu, Johannes gritava e se contorcia, as roupas que vestia se rasgavam a medida que ele aumentava de tamanho, sua face se deformava na face de um lobo monstruoso e de seu corpo cresciam pelos e garras apareceram nas mãos e nos pés, Arion não conseguia se mover.
Johannes atingiu dois sacerdotes, e subiu pelo muro, depois saltou e fugiu em direção a floresta...

sábado, 17 de outubro de 2009

Johannes - Missão nas Colinas de Aganor

"Seguimos por entre as colinas, seguindo o rastro de boatos e mistérios que deixava nosso alvo. Era minha primeira missão e eu estava muito entusiasmado - os camponeses da região de Aganor reclamavam de animais desaparecidos e na semana anterior uma criança também havia desaparecido.
Eu e um de meus melhores companheiros na ordem naquela época, Arion, seguimos por dias pela região das colinas, tudo o que haviamos encontrado até o terceiro dia eram apenas boatos e histórias desconexas, estavamos cansados e repousavamos sobre uma colina, observando a região a volta e conversando sobre as terras donde viemos, nossas expectivas e sobre a expedição.

- Então você largou uma vida de tranquilidade no Vale para vir até as terras baixas se tornar Cavaleiro? - disse Arion , rindo-se de mim.
- Ora, por que não? Não seria feliz naquele vale amigo, não quero uma vida simples afastado dos problemas e das coisas que acontecem. - respondi resoluto.
- Ah, um dia há de querer, eu vim da Capital, se pudesse ir para o Vale e lá me instalar , jamais voltaria a essas terras confusas, eu luto mais pelo dever que meu pai estabeleceu com a Ordem, do que por própria vontade, gostaria mesmo é estudar a Natureza, essas coisas que pensam não ser de um homem digno.
- Você é digno companheiro, encontrará seu caminho e olha a nossa volta, não existe lugar melhor para aprender sobre as coisas, inclusive sobre as coisas da Natureza, que nessas viagens que temos de fazer, agora, vamos descansar, a noite já vai funda e amanhã continuamos a navegar por esse mar de boatos, boa noite.

Deitamos e dormimos, o cansaço havia nos tomado, continuariamos conversando, mas nossos corpos que carregaram as armas e armaduras por todo o dia já não queria mais nos obedecer, era necessário que dormissemos, ao menos, um pouco.
De repente acordamos - rápidos e ao mesmo tempo, procurei de reflexo a bainha da espada - acordamos com um grito, olhamos um para o outro em silêncio, nos armamos e seguimos na direção - era um tanto a frente, umas duas pequenas colinas nos separavam do local, uma pequena casa na parte baixa, rodeada por uma plantação de milho e uma pequena estradinha.
Entramos pelo milho e acabamos nos separando.
Quando me aproximei da casa vi que havia uma criatura muito grande no quintal, ela ameaçava uma mulher que se encolhia na parede e chorava desesperada, havia muito sangue, provavelmente de uma vitima, sem pensar corri para cima da criatura e cravei a espada em suas costas - urrou de dor, os olhos muito vermelhos se voltaram para mim, seu rosto bestial, como de um lobo deformado tinha uma bocarra muito grande, mas onde os dentes desproporcionais não caberiam se estivesse fechada, preso nas costas da criatura, girei a espada e pulei, me afastando um pouco dela - sangrava, e seu sangue era vermelho como de um homem, tremi por dentro.
A mulher gritava, pedia para que parasse, eu não compreendi.
O momento de distração foi uma tolice, foi atingido no ombro pelas garras afiadas da criatura que me erraram por pouco meu pescoço, girei a espada quando voltava e a cortei na altura das pernas, a lamina era pouco eficiente, sentia que minha espada mais tendia a partir-se do que cortar a criatura. Então Arion chegou pelo flanco da criatura, atingindo-a no coração - novamente a criatura urrou, e voltou seu olhar cheio de fúria para meu companheiro. A mulher, continuava desesperada implorando que parassemos, eu continuava sem compreender. A criatura muito forte arrancou a espada de Arion de seu coração partindo-a, e o atingiu com uma pancada violenta com as costas de sua enorme mão e avançando saltou por cima dele para o meio da plantação, fugiu rapidamente, meu ombro doia demais, não consegui reagir e já não entendia o que se passava, apenas ouvia a mulher gritando, sentia a espada pesar demais e a minha vista...a escurecer..."



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domingo, 11 de outubro de 2009

Johannes - Prólogo.

Na vila de Aledarin todos se conheciam, eram por volta de 15 familias, as quais já se confundiam nas gerações dos mais novos, que se estabaleceram ao longo do vale de Charvaiel, próximo ao Grande Nebuloso, o maior rio da região, que dá vida aos pés das montanhas e também à Grande Floresta.
Hoje é um dia fabuloso, os Cavaleiros da Ordem vieram escolher os novos iniciados.
Johannes, filho do carpinteiro Maisen, se coloca na fila dos jovens na expectativa de conhecerem a glória e a riqueza, de conhecerem lugares além das terras do Vale, ou da região da Grande Floresta ou de trazerem honra e uma vida melhor às suas familias. O jovem filho do carpinteiro tem apenas 13 anos, dizem que muito jovem para se tornar soldado , muito velho para se tornar cavaleiro, esse fardo todos ali compartilhavam, não havia guarda em Aledrin, afinal, além da Grande Floresta, tida como mágica, o Vale não é a região mais hospitaleira,e a vila em si era extremamente mal conhecida, apagada, dos livros de história e das vidas das pessoas de longe.
Os cavaleiros particularmente gostavam do lugar, era calmo, e bem protegido, distantes das máculas das intrigas e da guerra que rondavam a capital e as regiões mais desenvolvidas do reino, gostavam porque acreditavam que ali era possivel encontrar "hérois de carater sem igual".
Os jovens não sabiam disso, compartilhavam da agônia da seleção dos cavaleiros, não era exigida prova de nada, um deles se prostava a frente dos demais, montado a cavalo, fitava os jovens nos olhos e apontava.
Foi apontado para cada um, até que seu olhar cruzou com o de Johannes, fitaram-se por minutos, o jovem travou a respiração, mas mantinha o olhar firme, o Cavaleiro a frente aparentava ser o mais velho, tinha cabelos brancos, até a metade de suas costas, não usavam as armaduras usuais de batalha, usavam roupas de um viajante comum, surradas pelo tempo, e esse a frente se destacava, não só pela espada enorme que estava pendurada no cavalo, mas pelo simbolo que ostentava, já Johannes era baixo e magro, seu rosto fino e seu cabelo castanho claro, sem nenhuma barba no rosto, apenas aqueles olhos castanhos ousados que continuavam a fitar o cavaleiro fixamente. Então, o cavaleiro levantou sua mão, apotando para Johannes, e pediu que intergrasse a linha, foi o último escolhido do dia.

A vila festejava, enquanto os preparativos para a viagem eram feitos, os cavaleiros agora se misturavam as pessoas, exceto aquele que escolhera os novatos, este se prostrava mais distante da agitação na praça da cidade, observava a todos, com um mesclo de paz e compaixão no olhar.
Johannes o olhava de canto de olho, passando rápido, conversando com amigos, e parentes que estavam muito felizes por sua conquista.

- Quando voltares para casa, meu irmão, quero que me mostres o que aprendeu, e as terras que viu, pegue pelo menos uma pedra para vermos, qualquer coisa vale. - Ataellie, irmã do jovem, falava entusiasmadamente, para um irmão com um olhar perdido, notando isso, chamou-lhe a atenção: - Ei, estou falando contigo! Promete? - Voltando a si, Johannes respondeu:
- Ahn, claro, claro, eu trarei, e te contarei de minhas aventuras quando me tornar cavaleiro.
Seguindo em direção ao cavaleiro isolado, seguiu um dos que o acompanhava
- Não irá comer, nem comemorar senhor?
- Hmm, o que você acha do rapaz, Garthos?
- Ahm, do ultimo que escolheu não é? Você estava olhando estranho para ele.
- Ele parece frágil, mas seu olhar é firme, fico me perguntando o que será que o motiva.
- Ah senhor, já é quase uma tradição que venhamos ao Vale, esses jovens crescem desde
crianças, querendo e se inspirando nos legendários cavaleiros que vem escolhe-los.
- Claro, há aí um erro da Ordem, em alimentar o ego desses jovens soldados que saem daqui,
pensam-se mais puros do que os filhos de outras terras, se tornam, em sua grande maioria, cavaleiros arrogantes.
- Muito rígido seu julgamento mestre, até mesmo, quero lembra-lo, eu sou filho dessas terras também, lembra quando me escolheu?
- Sim sim, mas seu pai fora soldado, e você já tinha prática, viveu fora por um tempo, além do mais seu espirito se tornou forte ao longo desses anos, tanto que compartilhamos de armas em campo de batalha, eu já quase nada tenho a ensina-lo.
- Obrigado Mestre Zaius, é uma honra ouvir tais palavras, e por isso peço, mantenha sua esperança no povo do Vale, seremos capazes de superar a qualquer mal que possa afligir essas terras.
- A Luz em tempos tão escuros é muito díficil de ser encontrada, espero poder compartilhar de sua esperança em tempo breve.

Ao longo da noite as pessoas adormeceram, e logo cedo pela manhã, sem tempo para despedidas acaloradas, os cavaleiros montaram acompanhados dos jovens recrutados, treze ao todo, para partirem rumo a Capital, seriam longos três dias de viagem.