E os gritos que misturavam dor e fúria ecoavam por todo monastério.
O jovem acólito Johannes havia chegado ferido, trazido por seu companheiro, Arion, há algumas noites, e ainda inconsciente, gritava e urrava de dor por noites e mais noites.
Até aquela noite...
Arion seguia pelo corredor, quando percebeu que tudo estava por silencioso demais, era tarde da noite, a luz da lua entrava por entre as janelas da parede Oeste do Monastério e iluminava fracamente as pedras claras da parede e o tapete no chão, delineava levemente o rosto preocupado do jovem Arion, com trajes outros e sem armadura e com sua espada em punho.
Caminhou devagar pelos corredores, procurando adentrar o quarto onde seu amigo estava sendo tratado. Entrou pelo quarto, que não possuia iluminação, isolado, seu companheir havia sido amarrado a cama por motivo de precaução e não estava mais lá, apenas as amarras cortadas, e Arion percebeu uma forma caída ao chão, era um dos sacerdotes, inconsciente.
Arion apressou o passo pelo corredor, seguindo mais a seus instintos do que qualquer direção racional, chegou até o pé da torre norte, e lá viu, Johannes gritava e se contorcia, as roupas que vestia se rasgavam a medida que ele aumentava de tamanho, sua face se deformava na face de um lobo monstruoso e de seu corpo cresciam pelos e garras apareceram nas mãos e nos pés, Arion não conseguia se mover.
Johannes atingiu dois sacerdotes, e subiu pelo muro, depois saltou e fugiu em direção a floresta...
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